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PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
TUDO COMEÇOU ASSIM...

Então disse Maria: "Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra!"

A Comunidade Nossa Senhora da Glória é uma pequena comunidade de Cachoeiro de Itapemirim, pequenina em tamanho, mas grande na fé. Que a exemplo de Maria, disse "SIM" ao chamado de Deus.
E para que viesse a se tornar uma verdadeira Comum Unidade, contou com a determinação e fé de algumas pessoas. Entre elas, não podemos deixar de citar o querido Sr. Abelardo (in memorian), que com um sonho no coração e com árduo suor não cessou a luta de um dia construirmos a nossa simples e aconchegante Igreja. E aos poucos, ele conseguiu. Mas até chegarmos aqui a estrada foi longa.
No início da caminhada, as celebrações e orações eram realizadas nas ruas ou nas casas dos moradores de nosso bairro, ora na casa da amável Dona Assunta (in memorian), cuja nossa admiração é imensa, ora no terraço do Sr. Luíz (onde hoje mora a Sra. Neuzi), entre outros que abriam as portas de suas casas para partilharem a Palavra de Deus.
A 1ª Missa foi realizada no dia 15 de agosto de 1988, na Rua Nilton Ultramar (embaixo do pé de jamelão), foi presidida pelo padre Dalton Penedo (nossa comunidade ainda pertencia à Paróquia Catedral de São Pedro). Na ocasião, o padre Dalton nos convidou a escolhermos a nossa padroeira. Em meio a tantas sugestões, o padre nos sugere a homenagearmos a nossa querida Nossa Senhora da Glória, em função daquele dia ser a data de sua comemoração.
Em aproximadamente 1996, ergueu-se a nossa igreja, situada na Rua Deca Correia. Nossa Senhora da Glória foi entronizada (elevada ao trono), pelo padre Schuenki.
Já pertencentes à Paróquia do Santíssimo Sacramento da Eucaristia (Paraíso), demos continuidade ao serviço de evangelização.
Com muita perseverança construímos um sonho, e por acreditarmos nele, agradecemos e louvamos a Deus.
Alegres convidamos a todos conhecer e fazer parte da nossa família.

OS GIRASSÓIS E NÓS

OS GIRASSÓIS E NÓS

Eles são submissos. Mas não há sofrimento nesta submissão. A sabedoria vegetal os conduz a uma forma de seguimento surpreendente. Fidelidade incondicional que os determina no mundo, mas sem escravizá-los.
A lógica é simples. Não há conflito naquele que está no lugar certo, fazendo o que deveria. É regra da vida que não passa pela força do argumento, nem tampouco no aprendizado dos livros. É força natural que conduz o caule, ordenando e determinando que a rosa realize o giro, toda vez que mudar a direção do Regente.
Estão mergulhados numa forma de saber milenar, regra que a criação fez questão de deixar na memória da espécie. Eles não podem sobreviver sem a força que os ilumina. Por isso, estão entregues aos intermitentes e místicos movimentos de procura. Eles giram e querem o sol. Eles são girassóis.
Deles me aproximo. Penso no meu destino de ser humano. Penso no quanto eu também sou necessitado de voltar-me para uma força regente, absoluta, determinante. Preciso de Deus. Se para Ele não me volto corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz. É Nele que meu sentido está todo contido. Ele resguarda o infinito de tudo o que ainda posso ser. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.
Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos.
Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do sol, porque não pode sobreviver sem sua luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa.
O mesmo é comigo. O mesmo é com você. Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não colocarmos a direção dos nossos olhos.
Cada vez que o nosso olhar se desvia de sua regência, incorremos no risco de fazer ser o nosso sol, o que na verdade não passa de luz artificial.
Substituição desastrosa que chamamos de idolatria. Uma força humana colocada no lugar de Deus.
A vida é o lugar da Revelação divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que distribuir fragmentos de pólvora pelos cômodos de nossa morada. Um risco que não podemos correr.
Tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado. Não é ele que pode nos salvar. Ele é apenas um condutor. É depois dele que podemos encontrar o que verdadeiramente importa. Ele, o fundamento de tudo o que nos faz ser o que somos. Ele, o Criador de toda realidade. Deus trino, onipotente, fonte de toda luz.
Sejamos como os girassóis...
Uma coisa é certa. Nós estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.
Sejamos afeitos a este movimento místico, natural. Não prenda os seus olhos no oposto de sua felicidade. Não queira o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental. É a nossa realização que está em jogo.
Girassol só pode ser feliz se para o Sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras.
Eles já sabem, mas nós precisamos aprender.
Pe. Fábio de Melo

Esta mensagem foi escrita pelo Padre Fábio de Melo, e a PASTORAL do DÍZIMO envia a vocês com muito carinho. Que estas palavras preencham os nossos corações.

Comunidade Nossa Senhora da Glória